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Bestialidade familiar também em tempo de quarentena (Jorge Hessen)

Bestialidade familiar também em tempo de quarentena (Jorge Hessen)  Jorge Hessen  jorgehessen@gmail.com Brasília-DF  Segundo ONGs de proteção à mulher, a violência contra a mulher aumentou durante quarentena da Covid-19 na China. Denúncias das vítimas aumentaram três vezes desde o início da contenção social. A ativista chinesa Guo Jing narrou à BBC, que mais mulheres estão noticiando casos de violência que sofreram. Feng Yuan, da ONG de defesa à mulher Weiping, afirma que sua organização municiou três vezes mais consultas às vítimas do que antes das quarentenas. A hashtag #AntiDomesticViolenceDuringEpidemic (#ContraViolênciaDomésticaDuranteEpidemia) foi usada mais de 3 mil vezes na rede social chinesa Sina Weibo com relatos de vítimas denunciando violência doméstica. 1  Há muito tempo a família vem-se arruinando, acompanhando as mudanças econômicas, socioculturais e religiosas do contexto em que se encontram culturalmente inseridas. Hoje em dia ...

Reconheço o abrigo para minha aflição

Maria Zi Em momentos desafiadores, a gente carece de ter muito cuidado com o que pensa, sente e expressa. Às vezes eu chego à janela e tenho a impressão nítida de assistir a um cortejo bizarro. Primeiro, a ala dos alienados, seguida de perto dos ensandecidos tentando acordar aqueles primeiros, e os verborrágicos, reivindicando a posse da verdade e alertando para o final dos tempos... E me pergunto onde eu estaria, caso esse cortejo realmente existisse. Tenho inseguranças que se acentuam com doses de melancolia, mas sei bem onde encontrar refúgio para minha aflição, e nutrição para minhas sementes de amor. Como em tempos de torneios esportivos, quando nos tornamos uma nação de técnicos de futebol, às vezes penso que estamos uma nação de médicos infectologistas, ou de políticos aguerridos às próprias ideias... e por aí segue o baile, com poucas chances de entendimento. No meio disso tudo, descubro que eu também tenho uma sugestão: é urgentemente necessária uma reforma! Mas ...

O custo do abandono emocional

Jane Maiolo (*) Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o  nosso homem exterior se corrompa,  o interior, contudo, se renova de dia em dia . ¹ -2 Coríntios 4:16              Em época de grandes avanços intelectuais, científicos e tecnológicos é possível observar também o avanço das perturbações sociais como a criminalidade e a violência estampadas na face da sociedade contemporânea.   Estamos vivendo uma grande catarse social: feminicídios, estupros, intolerâncias, corrupções, atentados, suicídios, a desestruturação da base social, a família e o triste abandono da infância. A vitimização por homicídio de jovens de 15 a 29 anos, no país é fenômeno denunciado ao longo das últimas décadas, mas que permanece sem a devida resposta em termos de políticas públicas que efetivamente venham a enfrentar o problema.  Quando crianças e jovens aderem a pulsão de morte e destruiçã...

Epítome descritivo sobre o cenário e a vida além da sepultura (Jorge Hessen)

Epítome descritivo sobre o cenário e a vida além da sepultura  (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com Brasília-DF Conquanto haja kardequeólogos de plantão que andam rejeitando os livros do Espírito André Luiz,  particularmente sigo por outros caminhos, acolhendo as revelações do autor de “Nosso Lar” e de outros Benfeitores com serena confiança. Em face disso, discorreremos se na dimensão dos espíritos realmente existem casas, templos, escolas, hospitais, ruas, árvores, parques. Com certeza por “lá”  não há “vasos sanitários” e mictórios.  Lamentavelmente, existem “romances mediúnicos” que não passam de abusos ficcionais criados por “médiuns” obsedados. Há um dilúvio desses “romances” alucinantes narrando que no além os espíritos se casam, copulam e geram filhos, sim! Reproduzem!!! Afiançam que pela fecundação, há a gestação, o nascimento dos “bebês” (pasmem!) Contam até que por “lá” o espírito morre, (morre!? meu Deus!!!) sobrevindo o sep...

Ante o Convid-19 empreguemos a disciplina mental e os recursos da prece (Jorge Hessen)

Ante o Convid-19 empreguemos a disciplina mental e os recursos da prece (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com Brasília-DF "A imaginação é a metade da doença; a tranquilidade é a metade do remédio; e a paciência é o começo da cura".  (Ibn Sina)1 A morte não é o fim, mas a grande libertadora da escravidão carnal, pronunciou Bezerra de Menezes, alertando para que não nos preocupemos em demasia com a presença pandêmica do [coronavírus], cujo momento será mais tarde entendido nas suas razões, nas suas origens e no porquê chegou-nos agora, provocando pânico e dor. 2 Justamente como está ocorrendo nas dioceses da Itália, pois só no dia 20 de março de 2020, houve a morte de 28 sacerdotes católicos diagnosticados com a Covid-19. A maioria atuava na região norte do país. Diante disso, o Papa Francisco preceituou ao arcebispo Francesco Beschi para dar seu apoio aos padres, aos enfermos, aos que cuidam dos pacientes e a toda comunidade católic...

Pedagogia do silêncio ou talking cure?

Jane Maiolo E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes? ¹ Realmente, atingíramos um momento singular na história da sociedade contemporânea. Todos temos vozes. O homem do século 21, além de portador da voz, tem pressa. Tem desejos. Tem anseios. Tem sentimentos contraditórios que o promove a um status de “ser” singular, ativo, participativo, atuante e conectado. Entretanto, é notável que falamos demais e não dizemos nada. Opinamos a respeito de tudo e não fundamentamos nossos argumentos. Damos publicidade de nossos atos, gostos e opções, como se fôssemos celebridades, porém, somos incógnitos. De tanto falar, quase não nos escutamos, afinal, barulho demais incita-nos à irritabilidade. Estamos no ponto alto para um colapso no campo das relações sociais, sobejamente virtuais. Na contramão desse ambíguo comportamento social contemporâneo sabemos que existem realidades e situações que precisariam ter sido d...

Carnaval - não há outra disposição que não seja o da abstinência espontânea do folguedo

Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com Brasília-DF Não fossem os excessos de toda ordem, o carnaval, como festa de manifestação sociocultural, poderia se tornar um evento como outro qualquer. Há pessoas que buscam fazer da “festa” uma ocasião de perspectiva econômica, oportunizando empregos, abrigando menores, e isso talvez tenha lá o seu valor social. Todavia, a bem da verdade, a relação de custo-benefício do saldo da homenagem a Momo se resume em três palavras: violência, ilusão e sensualidade.  A rigor, o que o carnaval proporciona ao Espírito? Alegria? Divertimento? Cultura?  É de se perguntar: será que vale a pena pagar preço tão elevado por uns dias de insano delírio coletivo? Muitos histéricos adoradores de Momo destroem as finanças familiares para degustar a atração efêmera de curtir três dias de completa demência. Marmanjos e donzelas se abandonam nas emboscadas viscosas das drogas lícitas e ilícitas. Malfeitores das escuridões extrafísicas s...