PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O ESPIRITISMO ANTE O MERECIMENTO E AS DESIGUALDADES Jorge Hessen


Jorge Hessen

A economia do mundo atual está periclitante e não consegue se recuperar da debacle econômica de 2008, aliás, a maior das últimas 8 décadas. Tudo teve início nas quebras de grandes bancos nos EUA, deixando um rombo estimado em quase US$ 3 trilhões. A crise de então se expandiu pelo planeta, provocando amplos cenários de desemprego e recessão. A rigor, as principais economias do mundo ainda não se recuperaram. Apesar de toda essa tempestade econômica, paradoxalmente o número de bilionários duplicou. 

Os fatos demonstram que as crises econômicas têm o poder de concentrar renda e deixar os ricos mais ricos. Como resolver isso? Seguramente não será com as ideologias extremistas do igualitarismo. Quanto maior a desigualdade econômica num país, mais forte tende a ser a divisão ideológica entre os chamados grupos do “igualitarismo” e do “liberalismo”. E a história sugere que a superconcentração de recursos redunda em algum tipo de desordem. Por isso, a desigualdade das riquezas é um dos problemas que preocupa muita gente. Mas, debalde se procurará resolver tal desigualdade levando em conta apenas a unicidade das existências. 

Afinal, por que não são igualmente ricos todos os homens? Indagou Kardec aos Benfeitores que responderam: “Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar”. [1] E mais, é fato matematicamente demonstrado que “a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente. Por outra, se efetuada essa partilha, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões. Supondo ainda que seja possível e durável essa divisão, cada um teria somente com o que viver e o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade”. [2]

Ora, “se Deus concentra a riqueza em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades. Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos”. [3] Eis aí uma prova da Sabedoria e da Bondade Divina. Dando o livre-arbítrio ao homem, quer Deus que o mesmo chegue, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e opte pelo bem, de livre vontade e por seus esforços. Obviamente a harmonia da sociedade não virá por decretos, nem de parlamentos que caracterizam sua ação por uma força excessivamente passageira. 

Os conceitos do Espiritismo defendem a meritocracia do ideário liberal, a liberdade individual e quem pugna por esses valores não deve ser tido como um reacionário. O princípio da improfícua ideologia igualitária sempre fascinou a mente revoltosa, porque parece ser mais “justa”, e atender melhor à parte mais desprotegida da humanidade. Irrisão! Essa ideologia carrega consigo uma mancha execrável. Não é capaz de respeitar o que é inerente ao ser humano, que é o livre arbítrio individual. Como não conseguirá jamais se estabelecer com a concordância dos cidadãos, precisa se impor à força para que os “mais iguais” (grupos artificiais) minoritários liderem e dirijam a “liberdade” do resto da população reprimida.

Reafirmamos que os adeptos do materialismo sonham com a igualdade irrestrita das criaturas, sem compreender que, recebendo os mesmos direitos de trabalho e de aquisição perante Deus [aceitem ou não!], os homens, por suas próprias ações, são profundamente desiguais entre si, em inteligência, virtude, compreensão e moralidade. E consta nos anais da História que o “trabalho” , o “batente”, o “rala rala”, o “labor diário” para o ganha pão não é a credencial moral dos reivindicadores do princípio igualitário. 

Sob o ponto de vista reencarnacionista, o Espiritismo ilustra os contra-sensos das teorias radicais do igualitarismo e coopera na restauração do adequado caminho da evolução social. Emoldurando a ideologia igualitária nos apelos cristãos, não se deslumbra com as reformas exteriores, para rematar que a excepcional renovação considerável é a do homem interior, célula viva do organismo social de todos os tempos, justando pela intensificação dos movimentos educativos da criatura, à luz eterna do Evangelho do Cristo.

De acordo com a História sempre existiram, existem e deploravelmente existirão grupos de materialistas, ateus e rebeldes extremistas em número significativo, que são estrepitosos, violentos e constituem ameaça à liberdade do cidadão. E quem se opõe à sua cartilha agressiva não pode ser considerada uma “maioria” alienada e muito menos cidadãos que se sentem ameaçados nas suas conquistas, construídas com trabalho e dignidade. Ora, qualquer ideologia de princípios igualitários não pode perder de vista a sábia máxima do Cristo “a cada um segundo seus merecimentos”. 

Cabe ressaltar ainda que os princípios contidos em o Livro dos Espíritos relativos às leis morais, e mesmo no Evangelho de Jesus, dão sustentação à fraternidade sem quaisquer pechas de ideologias igualitárias. Será perda de tempo valer-se da retórica vazia de que o livro “Nosso Lar” descreve uma comunidade com as falácias socialistas igualitárias, não é verdade! Pois lá se reafirma a lógica da meritocracia em que o indivíduo é abonado pelas virtudes e talentos morais conquistados. Aliás, um exemplo para qualquer sociedade de hoje ou amanhã.

Referência bibliográfica:

[1] Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVI, RJ: Ed. FEB
[2] Idem
[3] Idem

A NOVA GERAÇÃO. INTELIGENTES E MAIS FELIZES.


Luiz Carlos Formiga
Ainda na universidade, diante de alunos, fiz perguntas sobre a vida.
Quem decidiu sobre nossa existência, sobre o seu valor?
Qual o sentido do Universo e da existência humana?
Que é o homem?
O fato de ser portador de um diploma, de conhecimentos, leva o homem a reconhecer o caminho do seu dever?
Num universo submetido à entropia, arrastado para uma desordem crescente, por que e como aparece a ordem?
O maior problema da filosofia que a ciência positiva não resolve é o da conduta ou do valor da ação humana.
A atitude do homem perante o homem e o mundo, e a projeção dessa atitude como atividade social e histórica é tema da filosofia (1).
Para que o adulto viva na plena consciência da existência será necessário, no período infantil, atender sua necessidade maior, encontrar um sentido para a vida.
Sem isso, quando adulto, pode passar pela neurose dominical, a depressão dos que se dão conta da falta de conteúdo de suas vidas, quando passa o corre-corre da semana e o vazio interior se torna manifesto. Alguns bebem todas.
Há muitos casos de suicídio onde a causa se pode atribuir ao vazio existencial.
Fenômenos tão difundidos como depressão, agressão e drogas não podem ser entendidos se não reconhecermos o vazio existencial subjacente a eles.
Estudiosos  da área médica dizem que 90% dos alcoólicos haviam sofrido de uma falta abismal de sentido da vida e 100% dos dependentes de drogas acreditavam que as coisas pareciam sem sentido.
Artigos em revistas médicas apontam para a religiosidade e a espiritualidade como fatores protetores ao consumo de drogas. Eles dizem que as pessoas que dão relevante importância à sua crença ou praticam as propostas da religião professada, apresentam menores índices de consumo de drogas lícitas e ilícitas.
Com a inteligência espiritual é que podemos formular e reformular pensamentos, revogar regras e modificar valores. Com ela é que se descobre um poder superior capaz de devolver a sanidade e a felicidade relativa (2).
Nessa hora, o educador possui importante papel. No entanto, o principal é daquele que ampara a criança nos primeiros passos.
  “Aqueles que procuram educar a criança à luz dos ensinamentos espíritas buscam não perder tempo, aproveitando essa fase de aceitação de novas informações, a fim de sensibilizá-lo em relação às verdades e à noção de valores trazida pelo Evangelho, para que, mais tarde, quando as tendências de sua bagagem aflorarem, o espaço já esteja ocupado, pelo menos parcialmente, pelas ideias renovadoras.” (3)
Na sensibilização, as expressões artísticas ganham papel de destaque. Colaboradora de primeira ordem, a arte trabalha para dar sentido à vida e facilitar a compreensão do mundo social, cultural e espiritual, do ser de natureza biológica e psicológica. Despertando a sensibilidade e aprofundando o senso de contemplação, tem como meta a materialização do belo, para produzir o bem. Desta forma aprimora sentimentos e direciona impulsos, para zonas superiores da vida. Vida eterna. A noção de imortalidade que o Espiritismo faculta ao homem abre-lhe a possibilidade de desenvolver um estado de consciência que se poderia chamar, com Passini,  de cidadania espiritual.”(3)
A arte melódica, harmônica, rítmica da música é capaz de calar fundo na alma impulsionando-a para o alto de modo que aproxime de campos vibracionais nobres e elevados. O mesmo podemos dizer em relação ao teatro, à literatura...
Estas manifestações artísticas, que mobilizam as energias do bem, são capazes de conduzir ao autoconhecimento fazendo desabrochar a estética e a escala de valores ético-morais.
“Educadores modernos valorizam a educação desde o nascimento. A educação, à luz do Espiritismo, reconhece isso e vai um passo além, lembrando à mãe que ela deve dialogar com o nascituro desde que se percebeu grávida.” (3)
Kardec era educador e com ele a educação se torna “incentivo para que cada ser imortal revele, diante dos homens, a luz que traz em si por herança divina”(3)
O papel da arte ganha destaque porque a arte no bem , com amor, conduz à libertação, quando o espírito em educação passa a ser autor e personagem de sua própria história e herdeiro de si mesmo. A voo da liberdade é aquele onde a pessoa age em si própria, trabalha a reforma íntima, onde o intelecto é apenas uma parte do ser multifacetado. A arte propicia essa integração do espírito imortal consigo, com a Inteligência Suprema com o universo. Na arte da vida essa integração está repleta de significados.
Para o magistério superior na universidade da paternidade não se exige o doutorado, mas é necessário ter, para oferecer, “sete pães”.
“Quantos pães tendes?
E disseram-lhe: - Sete.” (Marcos, 8:5).
Emmanuel, no livro Fonte Viva, lição 133, comenta que “Jesus decerto procurava uma base, a fim de materializar o socorro preciso. A usina mais poderosa não prescinde da tomada humilde para iluminar o aposento. Em qualquer terreno de nossas realizações para a vida mais alta, apresentemos a Jesus algumas reduzidas migalhas de esforço próprio e estejamos convictos de que o Senhor fará o resto.”(4)
A arte melódica, harmônica, rítmica da música, poesia de Tom, de Vinicius, é capaz de calar fundo na alma. O leitor vai pensar em Abgail, quando ouvir:  “Existiria a verdade. Verdade que ninguém vê”.
O título é uma síntese. “Se todos fossem, no mundo, iguais a você.” (5)
Na literatura espírita lemos que Abgail era noiva de Paulo (6).
Em assuntos complexos, somente são capazes de clareza e concisão os espíritos que já atingiram níveis altos da inteligência espiritual.
Paulo pergunta. O que fazer para adquirir a compreensão perfeita dos desígnios do Cristo?
Abgail -  Ama.
 Penoso testemunhar dedicação, sem o real entendimento dos outros.
 Como fazer para que a alma alcance tão elevada expressão de esforço com Jesus?
 – Trabalha.
Que providências tomar contra o desânimo destruidor?
 – Espera.
Como conciliar as grandiosas lições do Evangelho com a indiferença dos homens?
– Perdoa.

A Educadora, consciência desperta, faz poesia. Alerta precioso. Indriso e reflexão (7).

José Passini  [em 2009]...
Ao comentar uma reflexão do NEU*...
Cita a resposta da questão 383[LE]...

Fundamentado sugere uma mobilização...
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"Educar" [os Valores do Evangelho] no bem e para o bem...

“Educação Preventiva”, a bandeira da redenção!

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