PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

APROFUNDAMENTO FANTÁSTICO

Luiz Carlos Formiga

Não conseguimos acessar um texto antigo publicado no Panorama Espírita (*), mas não se perdeu. Encontramo-lo em “O Rebate”. Espiritismo na Universidade (Memória). Núcleos Espíritas Universitários na Oficina da CEERJ”.
Foi publicado na época em que um presidente disse que não se preocupava com a CPI da Petrobrás e chamava senadores de pizzaiolos, dizendo que a CPI era “interessante apenas para quem gostava de carnaval.”
Nessa época o curso de História da Faculdade - UNIAMÉRICA – realizou o primeiro encontro História na Fronteira. Com a temática “Espiritismo em Foz do Iguaçu”.
O objetivo, da série de encontros, era a trazer temas de interesse da comunidade para um bate papo entre acadêmicos, professores, interessados e os convidados que vivenciaram a história de Foz do Iguaçu.
O evento, realizado na praça das águas do Cataratas JL Shopping, teve sua segunda edição, com o tema “Período Militar em Foz do Iguaçu”. A atividade foi realizada em parceria com os restaurantes, Bistrô da Praça e Soft Tacos Mexican Food.
A temática do primeiro encontro surgiu do interesse de um acadêmico em conhecer os detalhes da época da implantação do movimento espírita na cidade: “já tenho interesse neste tema há muito tempo e sempre quis aprofundar o entendimento sobre o início e a consolidação do espiritismo na cidade desde os primeiros momentos”.
“O Espiritismo teve início em Foz do Iguaçu quando o alagoano José Ferreira iniciou as atividades em 1918, mesmo ano em que a cidade ganha o nome de Foz do Iguaçu. Na época ele, que era policial, chegou a ser perseguido inclusive por seus colegas de profissão”.
Hoje não é muito diferente, embora a técnica seja outra. (1)
Estamos lembrando “essas coisas” para não ficar com a aquela estranha sensação de “elo perdido”.
No final, acadêmicos e professores que participaram do primeiro encontro - “Espiritismo em Foz do Iguaçu”. - fizeram avaliação:
O nível de aprofundamento foi fantástico”.
“Pudemos questionar diretamente quem viveu a história e não através de terceiros ou mesmo de livros. Muitos aproveitaram inclusive para questionar sobre outros temas de pesquisa da época”.
Estamos em boa hora. AREX/CEERJ, Área de Relações Externas tem por proposta central realizar a interface  entre o movimento Espírita e a própria Doutrina Espírita com a sociedade em que estamos inseridos, bem como os diversos saberes e conhecimentos vigentes nesta sociedade.
No Serviço de Apoio às Ações Doutrinárias fora do Movimento Espírita surge a Campanha de organização e estruturação de Núcleos Espíritas Universitários, NEU.
Vai se procurar buscar o auxílio de professores do ensino superior, funcionários e alunos espíritas das universidades. (2)
Tenho duas sugestões.
A primeira é que consultem Eduardo Zugaib: Plano de trabalho para a vida toda. Se nós pudermos realizar o item 1 estará de bom tamanho.
 “Faça o que é certo, não o que é fácil. O nome disso é Ética”, Mas não deixe de ver os outros nove. (3)
No entanto, enfatizo que espíritas ainda dormem e continuam acreditando, apesar das evidências, naqueles que vieram com a “conversa mole” do monopólio da Ética. (4)
A segunda é que se consulte o número de NEUs existentes no passado. O Jornal O Rebate, que não é espírita, pode oferecer informações. (5)
Para atividade prática, professores podem encontrar referencia para trabalho pontua,l ainda no mesmo Jornal Eletrônico.
Isso poderá ser um enorme exercício de tolerância ou de luta contra o preconceito. (6)
Gostaria de enfatizar que o jornal nunca se recusou a publicar. No movimento espírita já tive experiência diferente.
A tolerância é um exercício matemático difícil de resolver, tanto que usei recentemente “mediumfobia” para me referir ao pejorativo, que pode rotular aquele que diz “ver e ouvir espíritos”.
Dissemos anteriormente que muitos adeptos possuem curso universitário. Sim, é verdade, temos diversas associações de profissionais de nível superior. Mas estamos cuidando dos locais onde eles fazem a graduação e pós? Como andam nossos “hospitais espíritas”?
Creio que as perguntas receberão respostas. Elas dependem de “sorteio”, como os das Turmas no STF. Espero que cair nas mãos certas. “Jardim do Éden” ou na “Câmara de Gás”? (7) É a vida!
Na Faculdade União das Américas ouvimos outro depoimento: “Os pioneiros guardam essa memória das primeiras experiências e tivemos a oportunidade de ouvir sobre elas em primeira mão. Foi um encontro muito rico para se perceber como foi construída a visão atual do Espiritismo, desde a necessidade do pioneiro se esconder para realizar suas atividades até o ponto em que estamos hoje, no qual os participantes são vistos como pessoas ligadas à caridade e à intelectualidade, por lerem muito”. (1)
 Estamos lendo mesmo? O texto traz desafio logo abaixo.

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