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Desconstrução de si mesmos

Jane Maiolo (*) Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. [1] A reencarnação é um dos princípios básicos da Doutrina Espírita. Corresponde à idéia que formamos da aplicação das leis divinas para com os espíritos imperfeitos. Desta forma, a pluralidade das existências elucida cabalmente o destino dos seres de acordo com os ditames da lei de evolução e oferece os meios imprescindíveis para reparação dos desacertos através de várias experiências. Portanto, as múltiplas existências permite voltar a nascer noutro corpo físico para  retificação das   lições equivocadas  de vidas  passadas e experimentação de novas  etapas provacionais. Nosso atual  estágio espiritual  é resultado de longa trajetória evolutiva realizada ao longo dos milênios incontáveis. Nessa andança, construímos na base dos sentimentos os altares egóicos que ob...

Angústia, consciência e reencarnação

Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com    O vocábulo angústia advém do latim  angustia  e significa estreiteza, espaço reduzido, carência, falta. Medo vago ou indeterminado, sem objeto real ou atual. É um temor intempestivo e invasor que nos sufoca (angere, em latim, significa apertar, estrangular) ou nos submerge. Na filosofia existencialista, a palavra "angústia" tomou sentido de "inquietação metafísica" em meio aos tormentos pessoais do homem. No conceito sartreano, “é na angústia que o homem toma consciência de sua liberdade (…) na angústia que a liberdade está em seu ser colocando-se a si mesmo em questão”.[1] Os materialistas sem norte acreditam que o ser humano é um ser imperfeito, aberto e inacabado. Segundo Heidegger, “a angústia é uma característica fundamental da existência humana. Quando o homem desperta para a consciência da vida, percebe que ela não tem sentido ou uma finalidade”. [2] Afastando-nos desse materialismo decré...

Fotografia do Pensamento

Em o livro “Evolução em Dois Mundos” no capítulo Corpo Espiritual André Luiz apresenta argumentos para sequenciarmos nossos estudos, não vou transcrever na integra, pois já o apresentei em textos anteriores, apresentarei apenas o necessário que nos permita extrapolarmos a fotografia do pensamento. “Para definirmos, de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação”. Nestas palavras, André Luiz nos informa que o corpo espiritual não é o reflexo do corpo físico, ou seja, é o corpo de matéria que associado ao períspirito que refletem o corpo espiritual, entretanto o corpo espiritual reflete o corpo mental. Sabemos que o espirito em sua essência é imaterial, e para tornar-se tangível, necessita conforme nos informa André Luiz, do corpo mental, é através da psique ...

Espírita!“Não desista jamais” (Jorge Hessen)

Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o “impossível”. No ancião, por exemplo, a constância da curiosidade de espírito e da abertura ao mundo é um sinal de juventude duradoura. A conquista está na persistência daqueles que lutam por aquilo que vale a pena como ideal. Lutar é persistir e a perseverança é o caminho do êxito, por isso mesmo realiza o improvável. O evangelista Mateus regista no cap. 24 versículo 13 - "quem perseverar até o fim este será salvo". Ora, com Jesus no coração, diante de uma realidade desafiadora a nossa coragem não pode somente significar ausência do medo, mas a firme pertinácia apesar do receio. Sim! A vitalidade, a energia, o vigor, o trabalho são confirmados não apenas pela tenacidade, mas pela capacidade da perseverança e recomeço. A perseverança e a determinação são, por si sós, onipotentes. O aforismo “não desista jamais” socorreu e sempre salvará o hom...

O “dia dos mortos” igualmente deve ser um dia de reverência à vida (Jorge Hessen)

Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com A historiografia tradicional da Igreja romana registra que foi no Mosteiro beneditino de Cluny, no sul da França, no ano de 998, que o Abade Odilon promovia a celebração do dia 2 de novembro, em memória dos mortos, dentro de uma perspectiva religiosa. Somente em 1311, a “memória dos falecidos” foi sancionada oficialmente em Roma e, posteriormente, em 1915, Bento XV universalizou tal comemoração, dentre os católicos, expandindo e consolidando a celebração até hoje. Todavia, ajuizemos o seguinte: a ostentação dos túmulos fúnebres determinada por familiares que desejam honrar a “memória do falecido” ainda compõe o cardápio da soberba e orgulho dos parentes, que intimamente propendem fundamentalmente “honrarem-se” a si mesmos. Nem sempre é pelo “finado” que fazem todas essas demonstrações, mas por soberba, por apreço às convenções mundanas e, às vezes, para exibição de abastança. Ora, é inútil o endinheirado aventurar-se em eternizar ...

Abrigar e conviver com todos (Jorge Hessen)

Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com O conceito de “minorias sociais” é usado de forma genérica para fazer menção a grupos sociais diferenciados por suas características étnicas, religiosas, cor de pele, país de origem, situação econômica, entre outros. Tais grupos estão associadas a condições sociais mais frágeis, razão pela qual sofrem discriminação e têm sido vítimas de extremas intolerâncias da chamada (maioria “normal”).  Não obstante haver no Brasil normas jurídicas que visam punir tal intransigência, mormente advindas dos grupos religiosos, é inadmissível qualquer intolerância no reduto espírita. A nossa Carta Magna assegura a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, a liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.  Prevendo ainda que toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião. Apesar da lei, há grupos, e aqui destacamos os g...

O “Pacto Áureo”, um livro, uma estratégia, um arremedo doutrinário (Jorge Hessen)

Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com O fustigado “Pacto “áureo” não DEBATIDO” foi uma agenda com dezoito itens, imposto pela FEB , sendo que no primeiro item constava: “Cabe aos espíritas do Brasil colocarem em prática a exposição contida no livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”. Dizem que os pactuantes temiam a CEPA que suprimira o Cristo dos seus cânones ideológicos. Há os que dizem que a adoção do livro Coração do Mundo Pátria do Evangelho, pode ter dois pretextos, o primeiro porque um grupo dos que discutiram a questão queria adotar “Os Quatro Evangelhos”, o segundo porque os “partidários” da CEPA (Confederação Espírita Pan-Americana ) não aceitavam e nem aceitam o Evangelho Segundo O Espiritismo, nesse caso ,portanto, o livro de Humberto de Campos estaria na linha de equilíbrio e colocava o Brasil uma posição central da expansão do Evangelho. Será mesmo? Foi isso que os levou a assinar sem discussão o famigerado pacto do qual Herculano Pires batizou de...