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TEORIA E PRÁTICA. O QUE É BOM FAZER

TEORIA E PRÁTICA. O QUE É BOM FAZER. Luiz Carlos Formiga O leitor aceitaria advogar para um acusado de diversos crimes, aparentemente indefensáveis e que provocam náuseas? Como faria para tomar essa decisão? Levaria em conta o preceito de que “fora da caridade não há salvação”. Certa vez, o advogado Sobral Pinto deixou seu ponto de vista. Disse que “ o  primeiro e mais fundamental dever do advogado é ser o juiz inicial da causa que lhe levam para patrocinar. Incumbe-lhe, antes de tudo, examinar minuciosamente a hipótese para ver se ela é realmente defensável em face dos preceitos da justiça. Só depois de que eu me convenço de que a justiça está com a parte que me procura é que me ponho à sua disposição.“ Se o leitor fosse obrigado, por dever de ofício, a defender o acusado qual conduta adotaria? Pensaria em “delação premiada?” O que faria se desconfiasse que o acusado é portador do Transtorno da Personalidade Antissocial e que usa uma máscara de sanidade. No ...

VIOLÊNCIA FAMILIAR, DROGAS E O CRISTO CONSOLADOR (*)

Luiz Carlos Formiga Pessoas religiosas não são sempre neuróticas ou instáveis. Indivíduos com fé religiosa profunda, na realidade lidam melhor com os problemas da vida, recuperam-se mais rapidamente de depressão e apresentam menos ansiedade e outras emoções negativas, do que as pessoas menos religiosas. A religiosidade e a espiritualidade vêm sendo claramente identificadas como fatores protetores ao consumo de drogas em diversos níveis. Os dependentes de drogas apresentam melhores índices de recuperação quando seu tratamento é permeado por uma abordagem espiritual, de qualquer origem, quando comparados a dependentes que são tratados exclusivamente por meio médico. (1) Para enfrentar problemas sociais no Distrito Federal, o governador I. Rocha anunciou nesta semana a criação da “Coordenação de Assuntos Religiosos”. A pasta, sob o comando de um advogado, deverá atuar no combate à “violência familiar, às drogas e evasão escolar”. (2) São inúmeros os artigos acadêmicos ...

A perseverança de Fernández Colavida na divulgação do espiritismo na Espanha (*)

A perseverança de Fernández Colavida na divulgação do espiritismo na Espanha  (*) Simoni Privato Goidanich A escassez de material de estudo e de divulgação do espiritismo era uma limitação importante na Espanha. Para amenizá-la, um dedicado espírita em Barcelona chamado José María Fernández Colavida decidiu importar uma grande quantidade de livros e jornais espíritas da França. Para isso, contou com a colaboração de Maurice Lachâtre, escritor e editor francês, que, naquela ocasião, também residia em Barcelona. Lachâtre foi, pois, um intermediário na importação. Era Fernández Colavida o destinatário dessas obras, segundo os relatos de Amalia Domingo Soler, Miguel Vives y Vives, Bernardo Ramón Ferrer, bem como dos jornais espanhóis  Luz y Unión  e  El Diluvio , analisados na pesquisa que realizamos e publicamos, em 2013, no livro Divulgación del Espiritismo: enseñanzas del ejemplo de José María Fernández Colavida . A importação cumpriu com os requisitos ...

“Isso non ecziste”

“Isso non ecziste” Luiz Carlos Formiga Quarta-feira, 09 de janeiro de 2018 desencarnou aos 88 anos de idade Oscar Gonzáles Quevedo Bruzan, mais conhecido por Padre Quevedo. Nem sempre Quevedo foi religioso. Quando criança e durante parte da adolescência, era um católico praticante. Ainda na juventude, tornou-se um espírita convicto para, entre os 26 e 27 anos de idade, tornar-se ateu, afastando-se de qualquer religiosidade. (1) Depois ressurgiu jesuíta. Foi uma pena que ele não tenha visto a cirurgia, feita pelo espírito materializado, presenciada e autenticada por diversos médicos. (2, 3, 4,) Talvez ele dissesse: “isso non ecziste”.   Agora Quevedo vai tomar conhecimento. Qual a visão espírita da morte? A resposta depende da vertente da ciência em que se insere o pesquisador. Faça-o responder primeiro à pergunta: O que somos? Se ele responder que somos impulsos eletroquímicos num biocomputador que se originou por acaso, num universo de partículas, matérias mor...

Mitologia, Kardec e Maria - uma reflexão sobre natureza biológica de Jesus (Jorge Hessen)

Mitologia, Kardec e Maria - uma reflexão sobre natureza biológica de Jesus (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com  Brasília/DF Os evangelhos de Lucas e Mateus descrevem que Maria manteve-se “virgem” e que Jesus hipoteticamente fora concebido pelo "Espírito Santo", ou seja, a concepção de Maria acontecera de forma "sobrenatural", sem a participação do esposo, conquanto já fosse recém-casada com José à época. A crença na virgindade de Maria e a suposta “fecundação divina” nada mais é senão uma “fotocópia” rudimentar, diríamos, uma imitação burlesca, dos mitos pagãos organizados pelas castas sacerdotais ancestrais. A explicação desses pormenores históricos é indispensável ao espírita, para preservar-lhe contra as deturpações místicas impostas por longos anos pela tradicional instituição “unificadora” do Brasil. Até porque pesquisas e estudos sobre a fábula mitológica, bem como da História das Religiões, comprovam de maneira categ...

Quem tem medo de “fantasmas”? (Jorge Hessen)

Quem tem medo de “fantasmas”?   (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com  Brasília/DF O temor de “fantasmas” é uma atitude ingênua causada pela ausência de conhecimento a respeito da natureza etérea dos “mortos”. Sobre as suas aparições são mais frequentes do que se pensa e muitos creem que a preferência dos Espíritos [“fantasmas”] é pelos ambientes escuros, mas isso é um mito e um engano.  Ocorre, simplesmente, que a substância vaporosa dos períspiritos dos “fantasmas” é mais perceptível no escuro, tal como ocorre com as estrelas que só podem ser visualizadas à noite. A claridade do dia, por exemplo,   ofusca a essência sutil que constituem os corpos dos “mortos”. Isto porque os tecidos perispirituais são compostos de energia semelhante à luz , portanto, o perispírito dos “fantasmas” não é, digamos, fosco, ao contrário, é dotado de grande diafaneidade para ser perceptível   a olho nu, durante o dia. O perispírito, no seu estado norma...

NATAL COMUNISTA, FILHOS E AMOR

NATAL COMUNISTA, FILHOS E AMOR Muitos estudaram os vínculos afetivos. Winnicott associou seus estudos a questões educacionais e tornou-se importante referência. “Somente se há uma mãe suficientemente boa é que a criança inicia um processo de desenvolvimento que seja pessoal e real. Se a maternagem não é suficientemente boa, então a criança torna-se uma coleção de reações à imposição, e a verdadeira identidade da criança falha em se formar ou se torna escondida atrás de uma falsa identidade..." No estudo dos amores da vida adulta destaca-se Bauman em “O Amor Líquido”. “A fragilidade dos vínculos amorosos na atualidade em todas as relações, desde as mais íntimas (na família, por exemplo). A indiferença na relação entre os cidadãos é a expressão radical da prevalência dos interesses pessoais sobre os coletivos. Relaciona essa fragilidade com o excesso de individualismo e aponta a solidão das pessoas como um de seus efeitos.” O sociólogo moderno exemplifica com: “...