PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Perdão: “Regra de conduta!”...

Domingos Cocco


A recomendação de Jesus; “perdoai setenta vezes sete vezes” atinge toda a Humanidade!..

Disserta a Doutrina dos Espíritos, o Espiritismo: (1) (...) “porque de suas constatações científicas e de suas conclusões filosóficas resulta o conhecimento humano da Paternidade Divina”; Deus, “e da irmandade universal de todos os seres da Criação”; a Humanidade, “estabelecendo, desse modo, o culto natural do amor a Deus e ao Próximo”.

Reconhecido, pois, Deus, o Pai Criador, admite ainda o Espiritismo ser, por justiça, todos os seres criados simples e ignorantes, dotados, porém, de germe de amor. “Vós sois Deuses”. Afinal, pais humanos investem em seus filhos saúde, estudo, educação, bem estar. É da “Lei do progresso”.

 Assim sendo, no sentido de desenvolver o amor em si latente, como o aluno que não conquista o seu diploma sem antes cursar a universidade, inverna-se, segundo a lei de reencarnação, num mundo físico, numa escola!..

 Diz Allan Kardec: (2) (...) “Sem dúvida, Deus nos criou para sermos felizes na eternidade; entretanto, a vida terrestre tem que servir exclusivamente ao aperfeiçoamento moral, que mais facilmente se adquire com o auxílio dos órgãos físicos e do mundo material”. (...)  Emmanuel: (3) “Te encontras provisoriamente no mundo, a serviço do próprio burilamento para a imortalidade vitoriosa”. 

Estando, pois, os Humanos ignorantes, inferiores, e comprometidos com a sua própria consciência, “atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado”, fica indispensável, imprescindível mesmo, perdoar.

É interessante salientar a importância da “Lei do perdão” pois, diferente de muitas outras abstratas, ditas por parábolas, esta, entre outras, são claras, insofismáveis, sem segundas intenções, e de urgente  proceder.  É o que observa Allan Kardec:  (4) (...) “É de notar-se que Jesus somente se exprimiu por parábolas sobre as partes de certo modo abstratas da sua doutrina. Mas, tendo feito da caridade para com o próximo e da humildade condições básicas da salvação, tudo o que disse a esse respeito é inteiramente claro, explícito e sem ambigüidade alguma. Assim devia ser, porque era a regra de conduta, regra que todos tinham de compreender para poderem observá-la. Era o essencial para a multidão ignorante, à qual ele se limitava a dizer: “Eis o que é preciso se faça para ganhar o reino dos céus”: (...)

Hoje, porém, muito embora tenha o Homem evoluído a ponto de se ,projetar até a Lua, ainda não aceitou, em quase toda a sua totalidade as Leis “Naturais” expressas no “Evangelho de Jesus” tais como, a “Caridade”, o “Perdão”.

A Caridade: (5) “E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso, e não te assistimos?” – “Então lhes responderá: Em verdade vos digo que sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer”.  

O Perdão: (6) “Então Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” - “Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” – (7)  “Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará“ -  “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tão pouco vosso Pai (lei de Causa e Efeito) vos perdoará as vossas ofensas”. 

Perdoar, pois, é dever de consciência, e concernente à felicidade.  Afinal, a perfeição tem o seu começo no perdão, proceder a incorporar-se ao estado Cristão da criatura, (8) (...) “a exemplo de Jesus, porquanto praticaria também o amor do próximo e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça

(1) - “Reformador”- 06/2000
(2) -  ESE - cap. XI, 13     
(3) - Justiça Divina - lição 5
(4) -  ESE – cap. XXIV, 6 
(5) -  Mateus cap. XXV, v 44 e 45
(6) -  Mateus cap. XVIII, v  21 e 22
(7) -  Mateus cap. VI, v 14 e 15
(8) -  L.E. resp. 879

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