PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

domingo, 16 de outubro de 2016

SER CRISTÃO HOJE. A LEI DO AMOR

Luiz Carlos Formiga

Usei a palavra Amor em outras oportunidades. Em “Ciência com Amor”, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. (1)  Depois em “A Ciência do Amor”. (2)
Hoje quero agradecer ao artista Fernando M. Correia. Se ele não existisse faria muita falta. Seu trabalho me deu e ainda dá momentos de alegria diante da beleza. É o belo produzindo o bem. Aconchego me lembra, com sua letra, a reencarnação.
Aconchego (*) é música popular brasileira que emprega palavra de difícil tradução.  “Estou de volta pro meu aconchego, trazendo na mala bastante saudade, querendo um sorriso sincero, um abraço, para aliviar meu cansaço e toda essa minha vontade...”
Para falar de saudade temos que lembrar  “A Lei do Amor”. Este é titulo de novela neste outubro de 2016. Não é sobre a novela que desejo falar, mas do amor e do “conselho de mãe”.
Sentindo desconforto físico, sem causa aparente, uma dorzinha que parecia se originar na alma recebeu rápido diagnóstico, feito pelo coração materno. “Isso é falta de conexão com a espiritualidade, com a religiosidade.”
“Meu filho vá tomar um passe no Centro Espírita”. Disse a senhora com amor de mãe ao artista da MPB.
Refiro-me a Fernando Manoel Correia, o autor de “Aconchego” e de outros grandes sucessos musicais, aqui e no exterior. No final da entrevista o artista afirma que a maior lei é  “A Lei do Amor”.
Fernando Manoel Correia fez as trilhas sonoras das novelas Tieta, Tropicaliente, Caras e Bocas, Pedra sobre Pedra, Sexo dos Anjos, Roque Santeiro, A Indomada. Essas informações foram dadas na 34º Semana Espírita de Feira de Santana. (3)
“Meu filho vá tomar um passe no Centro Espírita”. Também recebi este conselho de minha mãe. (4) Foi assim que o espírita Amazonas Hércules entrou na minha vida. Fiquei estupefato quando nele verifiquei sequela da “lepra”. (5)
Mãe que cumpre a lei,  “A Lei do Amor”, sempre está com a razão. Talvez por isso se diga que “coração de mãe não se engana”.
No final da entrevista Nando Cordel fala do homem de bem e da caridade. O compositor apoiou-se na máxima “Amar o próximo como a si mesmo”, que está no Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XI.
Nele, o Espírito Protetor relembra que “a caridade sem a fé não seria suficiente para manter entre os homens uma ordem social de fazê-los felizes, que a caridade é impossível sem a fé”. “Podemos encontrar impulsos generosos entre as pessoas sem religião, mas essa caridade austera, que só pode ser exercida pela abnegação, pelo sacrifício de todo o interesse egoísta, só a fé poderá inspirá-la, porque nada além dela nos faz carregar com coragem e perseverança a cruz desta vida.”
“A vida terrena deve servir unicamente para o nosso aperfeiçoamento moral, o qual se conquista mais facilmente com a ajuda do corpo e do mundo material.” (ESE, IV, 25).
O médico desencarnado, Dr. Bezerra repete enfaticamente o que se encontra no Evangelho, como que desejando fixar, em definitivo, o ensinamento precioso na nossa máquina de esquecer.
A história da cristandade nos fala dos mártires que caminhavam com alegria para o suplício. Hoje, na vossa sociedade, para ser cristão já não se precisa enfrentar a fogueira do mártir, nem o sacrifício da vida, mas única e simplesmente o sacrifício do egoísmo, do orgulho e da vaidade. Triunfareis, se a caridade vos inspirar e fordes sustentados pela fé.”(ESE,XI, 13)
Os que estão iniciando o estudo da Doutrina dos Espíritos costumam perguntar se a encarnação é um castigo e se somente os espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la, Seria um castigo reencarnar como cientista ou artista no Brasil?
Em sua resposta, o espírito São Luis em 1859, lança luz dizendo que “a passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, o que lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência”.
“A encarnação é apenas um estado transitório. É uma tarefa, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que a desempenham com zelo transpõem rapidamente os graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores  Os que usam mal da liberdade retardam a sua marcha e podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é assim que se torna um castigo.”
“Pela reencarnação Deus também quis que os Espíritos, pondo-se novamente em contato, tivessem ensejo de reparar seus danos recíprocos. Quis o Arquiteto Divino estabelecer sobre base espiritual os laços de família e apoiar numa lei natural os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade.”
“Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo”.
No Evangelho uma comparação nos faz compreender melhor: “o escolar não chega aos estudos superiores da Ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão.”
“Não tendes mais arenas, nem as cruzes, nem os empalhamentos, nem as fogueiras, mas tendes as paixões internas a vencer.” Bezerra/Divaldo. Congresso. Portugal. Out. 2016.

Referencias:
1. Ciência com Amor.
2. A Ciência do Amor
3. A Lei do Amor
4. Mainha tinha razão
5. Amazonas Hércules. Laços Afetivos

(* )