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A perseverança de Fernández Colavida na divulgação do espiritismo na Espanha (*)

A perseverança de Fernández Colavida na divulgação do espiritismo na Espanha  (*) Simoni Privato Goidanich A escassez de material de estudo e de divulgação do espiritismo era uma limitação importante na Espanha. Para amenizá-la, um dedicado espírita em Barcelona chamado José María Fernández Colavida decidiu importar uma grande quantidade de livros e jornais espíritas da França. Para isso, contou com a colaboração de Maurice Lachâtre, escritor e editor francês, que, naquela ocasião, também residia em Barcelona. Lachâtre foi, pois, um intermediário na importação. Era Fernández Colavida o destinatário dessas obras, segundo os relatos de Amalia Domingo Soler, Miguel Vives y Vives, Bernardo Ramón Ferrer, bem como dos jornais espanhóis  Luz y Unión  e  El Diluvio , analisados na pesquisa que realizamos e publicamos, em 2013, no livro Divulgación del Espiritismo: enseñanzas del ejemplo de José María Fernández Colavida . A importação cumpriu com os requisitos ...

“Isso non ecziste”

“Isso non ecziste” Luiz Carlos Formiga Quarta-feira, 09 de janeiro de 2018 desencarnou aos 88 anos de idade Oscar Gonzáles Quevedo Bruzan, mais conhecido por Padre Quevedo. Nem sempre Quevedo foi religioso. Quando criança e durante parte da adolescência, era um católico praticante. Ainda na juventude, tornou-se um espírita convicto para, entre os 26 e 27 anos de idade, tornar-se ateu, afastando-se de qualquer religiosidade. (1) Depois ressurgiu jesuíta. Foi uma pena que ele não tenha visto a cirurgia, feita pelo espírito materializado, presenciada e autenticada por diversos médicos. (2, 3, 4,) Talvez ele dissesse: “isso non ecziste”.   Agora Quevedo vai tomar conhecimento. Qual a visão espírita da morte? A resposta depende da vertente da ciência em que se insere o pesquisador. Faça-o responder primeiro à pergunta: O que somos? Se ele responder que somos impulsos eletroquímicos num biocomputador que se originou por acaso, num universo de partículas, matérias mor...

Mitologia, Kardec e Maria - uma reflexão sobre natureza biológica de Jesus (Jorge Hessen)

Mitologia, Kardec e Maria - uma reflexão sobre natureza biológica de Jesus (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com  Brasília/DF Os evangelhos de Lucas e Mateus descrevem que Maria manteve-se “virgem” e que Jesus hipoteticamente fora concebido pelo "Espírito Santo", ou seja, a concepção de Maria acontecera de forma "sobrenatural", sem a participação do esposo, conquanto já fosse recém-casada com José à época. A crença na virgindade de Maria e a suposta “fecundação divina” nada mais é senão uma “fotocópia” rudimentar, diríamos, uma imitação burlesca, dos mitos pagãos organizados pelas castas sacerdotais ancestrais. A explicação desses pormenores históricos é indispensável ao espírita, para preservar-lhe contra as deturpações místicas impostas por longos anos pela tradicional instituição “unificadora” do Brasil. Até porque pesquisas e estudos sobre a fábula mitológica, bem como da História das Religiões, comprovam de maneira categ...

Quem tem medo de “fantasmas”? (Jorge Hessen)

Quem tem medo de “fantasmas”?   (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com  Brasília/DF O temor de “fantasmas” é uma atitude ingênua causada pela ausência de conhecimento a respeito da natureza etérea dos “mortos”. Sobre as suas aparições são mais frequentes do que se pensa e muitos creem que a preferência dos Espíritos [“fantasmas”] é pelos ambientes escuros, mas isso é um mito e um engano.  Ocorre, simplesmente, que a substância vaporosa dos períspiritos dos “fantasmas” é mais perceptível no escuro, tal como ocorre com as estrelas que só podem ser visualizadas à noite. A claridade do dia, por exemplo,   ofusca a essência sutil que constituem os corpos dos “mortos”. Isto porque os tecidos perispirituais são compostos de energia semelhante à luz , portanto, o perispírito dos “fantasmas” não é, digamos, fosco, ao contrário, é dotado de grande diafaneidade para ser perceptível   a olho nu, durante o dia. O perispírito, no seu estado norma...

NATAL COMUNISTA, FILHOS E AMOR

NATAL COMUNISTA, FILHOS E AMOR Muitos estudaram os vínculos afetivos. Winnicott associou seus estudos a questões educacionais e tornou-se importante referência. “Somente se há uma mãe suficientemente boa é que a criança inicia um processo de desenvolvimento que seja pessoal e real. Se a maternagem não é suficientemente boa, então a criança torna-se uma coleção de reações à imposição, e a verdadeira identidade da criança falha em se formar ou se torna escondida atrás de uma falsa identidade..." No estudo dos amores da vida adulta destaca-se Bauman em “O Amor Líquido”. “A fragilidade dos vínculos amorosos na atualidade em todas as relações, desde as mais íntimas (na família, por exemplo). A indiferença na relação entre os cidadãos é a expressão radical da prevalência dos interesses pessoais sobre os coletivos. Relaciona essa fragilidade com o excesso de individualismo e aponta a solidão das pessoas como um de seus efeitos.” O sociólogo moderno exemplifica com: “...

A doença não pode ser instrumento de punição (Jorge Hessen)

A doença não pode ser instrumento de punição   (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com  Brasília/DF Os órgãos do corpo físico respondem a todos os estímulos (internos ou externos), determinando um encadeamento de reações, além dos estímulos físicos que impactam, através dos sentidos, as emoções ou sentimentos que também provocam reações. Estas excitam ou bloqueiam os mecanismos de funcionamento. Em verdade, o processo de preservação e deterioração de qualquer órgão tem uma relação direta com as emoções e os sentimentos. A cólera, a raiva, o temor, a ansiedade, a depressão, o desgosto, a aflição, assim como todas as emoções derivadas delas, sobrecarregam a economia saudável do corpo. Há outros fatores emocionais que podem influenciar patologias físicas, como relacionamentos afetivos infelizes, penúria econômica, desigualdade de renda e estresse relacionado ao trabalho profissional. Quando estamos tristes e depre...

Congressos espíritas - “ISCAS” para vendas de apetrechos “doutrinários” (Jorge Hessen)

Congressos espíritas - “ISCAS” para vendas de apetrechos “doutrinários” (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com  Brasília/DF O “movimento espírita” contemporâneo é análogo à expressão  “samba do crioulo doido”, criado pelo jornalista Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta).  Cada grupo, cada instituição, cada emissário federativo “oficial”, cada pregador, vai improvisando um singular "espiritismo à moda da casa”. Em face disso, as lideranças oficiais do “movimento espírita” sofisticam conteúdos, arquitetam novidades e adornam conceitos que deveriam ser simples. É inexplicável o “silêncio de múmia” das lideranças federativas perante as grotescas adulterações de A Gênese, no século XIX (presentemente reveladas e comprovadas). O que observamos no “movimento espírita” recente, é a reedição do desvio do projeto inicial, de 1857. Os eternos donos do “movimento espírita oficial” perderam o foco do Projeto Espírita Codificado por Allan Kardec e submergiram...