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Luiz Carlos Formiga |
Alguns podem
pensar e admitir que a lei é
exageradamente generosa. (1) Tremembé, São Paulo, possui pais famosos. (2) Mesmo
condenado pela Justiça após ter matado uma filha, o detento paradoxalmente poderá
deixar a Penitenciária devido ao “benefício da saída temporária de Dias dos
Pais”.
“No projeto de lei anticrime, consta a vedação de saídas temporárias da
prisão para condenados por crimes hediondos”. (3)
O texto final poderá apresentar alterações advindas da Câmara dos deputados e
do Senado.
Pertinente lembrar que uma pessoa pode ser portadora de um
tipo de transtorno dificilmente curável, onde as perspectivas de tratamento são
sombrias. Na reclusão, as tentativas de reintegração social são nulas. Assim, o
indivíduo, portador dessa disfunção, não deixa a penitenciária em melhores
condições. Haverá entre eles um portador do TPA? (4)
Onde o “Pai”
errou?
Winnicott
associou seus estudos a questões educacionais e tornou-se importante referência,
diz: “somente se há uma mãe
suficientemente boa é que a criança inicia um processo de desenvolvimento que
seja pessoal e real. Se a maternagem não é suficientemente boa, então a criança
torna-se uma coleção de reações à imposição, e a verdadeira identidade da
criança falha em se formar ou se torna escondida atrás de uma falsa identidade".
(5)
Antes
dos dias dos pais, “in útero”, deixemos
claro para nosso filho quais são os valores espíritas, pelo arrastamento do
exemplo. Depois ele decidirá se vai segui-los ou não. Existe o livre-arbítrio.
Isto é, não é “quem come do meu pirão, tem que ter a minha religião”. (6)
Diz
Passini, apud 8, que “aqueles que
procuram educar a criança à luz dos ensinamentos espíritas buscam não perder
tempo, aproveitando essa fase de aceitação de novas informações, a fim de
sensibilizá-lo em relação às verdades e à noção de valores trazida pelo
Evangelho, para que, mais tarde, quando as tendências de sua bagagem aflorarem,
o espaço já esteja ocupado, pelo menos parcialmente, pelas ideias renovadoras.”
“Educadores modernos valorizam a educação desde o nascimento. A educação, à luz
do Espiritismo, reconhece isso e vai um passo além, lembrando à mãe que ela
deve dialogar com o nascituro desde que se percebeu grávida.” (7)
Ouvimos uma
explicação sobre o respeito que se deve depositar na questão do livre arbítrio:
“se estivermos avançando na direção de algo que irá nos ensinar uma lição
valiosa, porém difícil, eles poderão nos mostrar maneiras mais alegres de
aprender a mesma coisa. Se resolvermos persistir no caminho original, eles não tentarão
nos impedir. Cabe a nós escolhermos a alegria, mas caso aprendamos melhor
através da dor e do esforço, os guias espirituais não os afastarão de nós”.
No dia em que a criança percebe que todos os
adultos são imperfeitos torna-se adolescente, e, se tornará adulta quando os puder
perdoar.
Leia um pouco mais embora eventuais
sentimentos contraditórios possam estimular o contrário.
7. A nova
geração.