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Domingos Cocco |
A recomendação de Jesus; “perdoai setenta vezes
sete vezes” atinge toda a Humanidade!..
Disserta a Doutrina dos Espíritos, o Espiritismo:
(1) (...) “porque de suas constatações científicas e de suas conclusões
filosóficas resulta o conhecimento humano da Paternidade Divina”; Deus, “e da
irmandade universal de todos os seres da Criação”; a Humanidade,
“estabelecendo, desse modo, o culto natural do amor a Deus e ao Próximo”.
Reconhecido, pois, Deus, o Pai Criador, admite
ainda o Espiritismo ser, por justiça, todos os seres criados simples e
ignorantes, dotados, porém, de germe de amor. “Vós sois Deuses”. Afinal, pais
humanos investem em seus filhos saúde, estudo, educação, bem estar. É da “Lei
do progresso”.
Assim sendo,
no sentido de desenvolver o amor em si latente, como o aluno que não conquista
o seu diploma sem antes cursar a universidade, inverna-se, segundo a lei de
reencarnação, num mundo físico, numa escola!..
Diz Allan
Kardec: (2) (...) “Sem dúvida, Deus nos criou para sermos felizes na
eternidade; entretanto, a vida terrestre tem que servir exclusivamente ao
aperfeiçoamento moral, que mais facilmente se adquire com o auxílio dos órgãos
físicos e do mundo material”. (...) Emmanuel:
(3) “Te encontras provisoriamente no mundo, a serviço do próprio burilamento
para a imortalidade vitoriosa”.
Estando, pois, os Humanos ignorantes, inferiores, e
comprometidos com a sua própria consciência, “atire a primeira pedra aquele que
estiver sem pecado”, fica indispensável, imprescindível mesmo, perdoar.
É interessante salientar a importância da “Lei do
perdão” pois, diferente de muitas outras abstratas, ditas por parábolas, esta,
entre outras, são claras, insofismáveis, sem segundas intenções, e de
urgente proceder. É o que observa Allan Kardec: (4) (...) “É de notar-se que Jesus somente se
exprimiu por parábolas sobre as partes de certo modo abstratas da sua doutrina.
Mas, tendo feito da caridade para com o próximo e da humildade condições
básicas da salvação, tudo o que disse a esse respeito é inteiramente claro,
explícito e sem ambigüidade alguma. Assim devia ser, porque era a regra de
conduta, regra que todos tinham de compreender para poderem observá-la. Era o
essencial para a multidão ignorante, à qual ele se limitava a dizer: “Eis o que
é preciso se faça para ganhar o reino dos céus”: (...)
Hoje, porém, muito embora tenha o Homem evoluído a
ponto de se ,projetar até a Lua, ainda não aceitou, em quase toda a sua
totalidade as Leis “Naturais” expressas no “Evangelho de Jesus” tais como, a
“Caridade”, o “Perdão”.
A Caridade: (5) “E eles lhe perguntarão: Senhor,
quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso, e
não te assistimos?” – “Então lhes responderá: Em verdade vos digo que sempre
que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de
fazer”.
O Perdão: (6) “Então Pedro, aproximando-se, lhe
perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe
perdoe? Até sete vezes?” - “Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete
vezes, mas até setenta vezes sete” – (7)
“Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai
celeste vos perdoará“ - “Se, porém, não
perdoardes aos homens as suas ofensas, tão pouco vosso Pai (lei de Causa e
Efeito) vos perdoará as vossas ofensas”.
Perdoar, pois, é dever de consciência, e
concernente à felicidade. Afinal, a
perfeição tem o seu começo no perdão, proceder a incorporar-se ao estado
Cristão da criatura, (8) (...) “a exemplo de Jesus, porquanto praticaria também
o amor do próximo e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça
(1) - “Reformador”- 06/2000
(2) - ESE -
cap. XI, 13
(3) - Justiça Divina - lição 5
(4) - ESE –
cap. XXIV, 6
(5) - Mateus
cap. XXV, v 44 e 45
(6) - Mateus
cap. XVIII, v 21 e 22
(7) - Mateus
cap. VI, v 14 e 15
(8) - L.E.
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Domingos Cocco
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