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Espiritualidade em comportamento de crise

Jane Maiolo Então disseram os fariseus entre si: vede que nada é proveitoso! Eis que o mundo vai atrás dele .  ¹ As anotações contidas no capítulo 12 do versículo 19 do Evangelho de João nos traz o diálogo dos fariseus sobre a infrutífera armadilha de prender Jesus, que dias antes houvera ressuscitado Lázaro, o amigo de Betânia.  Lidar com a verdade e a superação não é tarefa fácil ao homem contemporâneo, arraigado ao materialismo e ao imediatismo da vida terrestre. Vivemos em tempos de crises sob o guante do conflito existencial, da subversão de valores éticos, das deficiências morais. Em face disso, é flagrante a incapacidade humana de lidar com os desafios das experiências do cotidiano. Nos escandalizamos com o comportamento dos outros, ficamos assombrados com a liberdade do próximo, discordamos dos propósitos de muitos e quase sempre nos iludimos com aquilo que diz respeito ao nosso eu.  Na verdade, todo crescimento é doloroso segundo explicação de Allan...

Joana D’Arc, um ícone francês

Joana D’Arc, um  ícone francês Joana D'Arc Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com Brasília - DF Estudamos em Leon Denis que Joana D’Arc foi filha de pobres lavradores. Aprendeu a fiar a lã junto com sua mãe e guardava o rebanho de ovelhas. Teve três irmãos e uma irmã. Era analfabeta, pois cedo o trabalho lhe absorveu as horas. A aldeia era bastante afastada e os rumores da guerra demoravam a chegar ao local. Finalmente, um dia, Joana tomou contato com os horrores da guerra, quando as tropas inglesas se aproximaram e toda a família precisou fugir e se esconder. Aos 12 anos começou a ter visões. Era um dia de verão, ao meio-dia, Joana orava no jardim próximo à sua casa, quando escutou uma voz que lhe dizia para ter confiança no Senhor. [1]A figura que ela divisou, identificou como sendo a do arcanjo São Miguel. Duas mensageiras espirituais a acompanhavam (Catarina e Margarida), “santas” conforme a Igreja que ela frequentava.   Aos 17 anos de idade, ...

É sempre tempo de receber visitas

É sempre tempo de receber visitas Jane Maiolo “Pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?” (LUCAS, capítulo 12, versículo 26.) Jesus na casa de Marta e Maria é uma passagem que consta nas citações do Evangelho de Lucas no capítulo 10, versículo 38. Na ocasião Jesus é recepcionado pelas irmãs de Lázaro, o ressuscitado, iniciando um momento prazeroso de conversação, seguido de grandes e preciosos ensinamentos. Importante a reflexão sobre a ansiedade e as escolhas que fazemos diariamente. Analisar alguns dados sobre o comportamento do homem contemporâneo e os reflexos da vida virtual na nossa saúde. A temática utilizada por Lucas:  Jesus na casa de Marta e Maria , traz também uma indicação sutil de como precisamos desenvolver hábitos saudáveis nos círculos de nossa convivência e como o evangelho meditado, sentido e vivenciado pode lançar luz sobre nossas escolhas. A figura de Marta simboliza a ação, agitação e o fazer...

A lição de Jesus fulge como um Sol sem crepúsculo (Jorge Hessen)

A  lição de Jesus fulge como um Sol sem crepúsculo (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com Brasília - DF Nos tempo apostólicos, o historiador judeu Flávio Josefo fez pequenina referência a Jesus no livro de sua autoria ”Antiguidades Judaicas”. Vejamos: " Hanan  [sumo sacerdote]  reúne o Sinedrim  [Sinédrio]  em conselho judiciário e faz comparecer perante ele o irmão de Jesus cognominado Cristo  [Tiago era o nome dele]  com alguns outros ". Mais adiante, Josefo registra : " Foi naquele tempo  [de Pilatos]  que apareceu Jesus, homem sábio, se é que, falando dele, podemos usar este termo -- homem. Pois ele fez coisas maravilhosas, e, para os que aceitam a verdade com prazer, foi um mestre. Atraiu a si muitos judeus, e também muitos gregos. Foi ele o Messias esperado  (...)"(1) Tácito, historiador romano (contemporâneo dos apóstolos) igualmente menciona Jesus. " Para destruir o boato  (que o acusava do incê...

A lição de Jesus fulge como um Sol sem crepúsculo (Jorge Hessen)

A lição de Jesus fulge como um Sol sem crepúsculo (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com Brasília - DF Nos tempo apostólicos, o historiador judeu Flávio Josefo fez pequenina referência a Jesus no livro de sua autoria ”Antiguidades Judaicas”. Vejamos: " Hanan [sumo sacerdote] reúne o Sinedrim [Sinédrio] em conselho judiciário e faz comparecer perante ele o irmão de Jesus cognominado Cristo [Tiago era o nome dele] com alguns outros ". Mais adiante, Josefo registra : " Foi naquele tempo [de Pilatos] que apareceu Jesus, homem sábio, se é que, falando dele, podemos usar este termo -- homem. Pois ele fez coisas maravilhosas, e, para os que aceitam a verdade com prazer, foi um mestre. Atraiu a si muitos judeus, e também muitos gregos. Foi ele o Messias esperado (...)"(1) Tácito, historiador romano (contemporâneo dos apóstolos) igualmente menciona Jesus. " Para destruir o boato (que o acusava do incêndio de Roma), Nero supôs culpado...

A morte não é senão um vocábulo sem nexo (Jorge Hessen)

A morte não é senão um vocábulo sem nexo (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com Brasília – DF Sobrevivendo à retórica dos que afirmam em alta voz que a Covid-19 é uma cilada ideológica, reafirmamos que estamos diante de um novo coronavírus que carrega consigo mais interrogações do que certezas, mormente para as pessoas com fatores de risco. Sou pai de uma filhona especial (não é Down), que é uma pérola preciosíssima para nós. Sei que no mundo inteiro há famílias de milhares de filhos especiais (pessoas com síndrome de Down) que estão vivendo dias de angústia pelos enigmas quanto aos efeitos da Covid-19 nos filhos especiais, além de mudanças drásticas no dia a dia de intensas terapias e ensinos por conta do isolamento social. É significativa a parcela de pessoas com síndrome de Down que já nasce com comprometimentos no coração, pulmão e sistema imunológico, e que desenvolvem diabetes e obesidade — observando que todas essas condições são fatores de risco p...

Para os mexeriqueiros de plantão (Jorge Hessen)

Para os mexeriqueiros de plantão (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com Brasília - DF Tiago anota em sua epístola “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.”[1] Ora, o fuxico espera a boa-fé para turvar-­lhe as águas e inutilizar­-lhe esforços justos. O mal não merece o laurel dos avisos sérios. Atribuir­-lhe muita importância nas atividades verbais é alagar-lhe a esfera de atuação. Emmanuel adverte que “falar mal” será render homenagem aos instintos inferiores e renunciar ao título de cooperador de Deus para ser crítico de suas obras. A maledicência é um tóxico sutil que pode conduzir o discípulo a imensos disparates. Quem sorva semelhante veneno é, acima de tudo, servo da tolice, mas sabemos, igualmente, que muitos desses tolos estão a um passo de grandes desventuras íntimas. [2] Quando se fala mal de algo ou de alguém para um cúmpl...