Pular para o conteúdo principal

Postagens

Conflitos de conduta e subjugação (Jorge Hessen)

Conflitos de conduta e subjugação (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com Charity era viciada em drogas e deu à luz o menino Paris.  Nove anos depois engravidou novamente e teve a menina Ella. O menino era mais introvertido e tímido, enquanto Ella era extrovertida, teimosa e determinada. Charity conseguiu ficar longe das drogas por alguns anos. Porém, quando Paris tinha 12 anos e Ella 3, teve uma recaída (por seis meses) com cocaína. Foi difícil para Paris perceber que sua mãe era uma viciada. Transtornado, com 13 anos de idade, ele sufocou e esfaqueou sua irmã 17 vezes com uma faca de cozinha. Após o crime, ligou para o 911, o número de emergência local. Paris disse à polícia que estava dormindo e que, ao acordar, viu que Ella tinha se transformado em um demônio em chamas. Então, ele teria pegado a faca e tentado matar o "demônio". Em 2007, Paris foi condenado a 40 anos de prisão pelo assassinato. Charity estava convencida de que o crim...

ECUMENISMO, DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO E HUMILDADE

  Margarida Azevedo Portugal Numa sociedade em permanente mutação, tão rápida quão contágica, é natural que os conceitos, por natural consequência, sofram também uma aproximação dos seus significados. Esta resultante sequencial própria das línguas vivas enriquece o léxico e, com isso, aproxima e estreita laços entre as doutrinas, principalmente naquilo que até então era ponto de divergência.  Assim se percebe que a aproximação humana é, antes de tudo, uma convergência linguística, lembrando que dizemos o mesmo segundo modos diferentes.  O ecumenismo e o inter-religioso são disso um exemplo. Podemos viver na casa de uma espiritualidade com a mesma raíz e, nesse caso, ecumenismo significa o encontro entre os vários pontos de vista em torno de uma mesma organização-mãe. Se tomarmos como exemplo o Cristianismo, o encontro ecuménico seria a reunião de todas as igrejas e de todos os grupos cristãos. O mesmo se verificaria para as outras religiões.  ...

Genética e caviares ante o mérito natural (Jorge Hessen)

Genética e caviares ante o mérito natural (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com O termo meritocracia provém do prefixo latino meritum ("mérito") e do sufixo grego cracia, ("poder”), sugere conjunturas conseguidas por mérito pessoal. É óbvio que a estrutura biogenética (os genes) não definem méritos individuais, embora posam influenciar. Considerando-se que há fatores ambientais e espirituais, os méritos pessoais não podem ser explicados somente por fatores genéticos. Vociferam, especialmente os ideólogos “caviar”, que há contradição na crença popular da “meritocracia”, considerando o modelo de hierarquização baseado nos méritos pessoais de cada indivíduo. Trombeteiam que nascer em berço de ouro é melhor do que nascer inteligente, porque duas pessoas geneticamente semelhantes podem ter pontuações diferentes no teste de QI, e as mais ricas investiram mais recursos escolares em seus filhos. Esbravejam assim os seguidores da “romanesca ideo...

Superações íntimas por meio do perdão (Jorge Hessen)

Superações íntimas por meio do perdão   (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com Com Kardec aprendemos que devemos amar os criminosos [que nos ultrajam] como criaturas de Deus, “às quais o perdão e a misericórdia serão concedidos, se se arrependerem”(1), como também a nós, pelas faltas que cometemos contra sua lei. Não nos cabe dizer de um criminoso: é “um miserável; deve-se expurgar da terra; não é assim que nos compete falar. Que diria Jesus se visse junto de si um desses desgraçados? Lamentá-lo-ia; considerá-lo-ia um doente bem digno de piedade; estender-lhe-ia a mão. Em realidade, não podemos fazer o mesmo, mas pelo menos podemos orar por ele.” (2) No quotidiano, quando somos ofendidos por esse ou aquele motivo, quase sempre encapsulamos o desejo de revanche e mantemos o "link" mental com as forças poderosas do mal, que somadas a outras tantas circunstâncias potencializam as sombras de nossos desagravos. Naturalmente,...

A escola poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem (Jorge Hessen)

A escola poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem (Jorge Hessen) Jorge Hessen jorgehessen@gmail.com No Jap ã o, tarefas escolares como limpeza da sala de aula são feitas pelos próprios alunos que ainda têm atividades extracurriculares de esporte e artes que instruem para o respeito à coisa pública e a importância do trabalho em grupo. Além das aulas, a rotina de um professor no Japão inclui aconselhamento, serviços administrativos e visitas às casas dos alunos. Valoriza-se a aprendizagem ativa, onde o aluno é protagonista, e o professor mediador, sempre com o envolvimento da família na educação para se alcançar os melhores resultados. Na verdade, os pais são responsáveis pelo desenvolvimento dos valores dos filhos e não devem apostar na escola para exercer essa tarefa. Um pai autêntico é aquele que cultiva em casa a cidadania familiar. Ou seja, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se...

O Evangelho segundo o Espiritismo não incluído no “Pacto Áureo”

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*) Estudos e entrevistas que realizamos ao longo de alguns anos nos estimularam à elaboração do livro União dos espíritas. Para onde vamos? (Ed. EME, 2018) 1 e, mais recentemente, à preparação da palestra de abertura do Encontro promovido pela União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo para comemoração - nos dias 20 e 21 de outubro de 2018 -, dos 70 anos do Congresso Brasileiro de Unificação Espírita (São Paulo, 1948). 2,3 Os Anais do Congresso Brasileiro de Unificação Espírita 4 contém riquíssimo material de estudo e propositivo elaborado por notáveis líderes espíritas vinculados ao movimento espírita de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e do antigo Distrito Federal. Como repercussão das teses aprovadas houve rejeição por parte da direção da Federação Espírita Brasileira da época. Todavia, vários dos protagonistas do Congresso Brasileiro de Unificação Espírita, por estarem ...

CÉREBRO TRIÚNO

Francisco Habermann   fhaber@uol.com.br Pode parecer engraçado, mas os músicos, poetas e artistas já sabem o que os cientistas tanto procuram em nosso cérebro. Penso que os políticos também... Refiro-me aos segredos da nossa cachola – que os estudiosos chamam de encéfalo - essa máquina de evolução milenar que hoje nos domina ou nos engana no dia-a-dia. Percebemos essas nuances quando focamos nossos hábitos, por exemplo. Hábito é algo interessante e até intrigante. A gente os tem, cultiva-os e nem os percebemos. Ficam tão arraigados em nossa rotina diária que a vida só nos parece boa se nada mudar no cotidiano. Caso mude, vem a crise e sofrimentos. O que não valorizamos são os ensinamentos advindos dessas crises. Aprendemos ( ou não ) com as mudanças. É nesse ponto que queria chegar. Na atualidade somos explorados por mecanismo de inteligência artificial baseado especialmente em nossos hábitos. A dependência digital eletrônica é um exemplo. É uma realidade moderna...