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“VENCER NA VIDA” E OS FASCÍNIOS UTÓPICOS (Jorge Hessen)

Jorge Hessen Brasília-DF Na sociedade o “ vencer na vida ” é relativo; todos poderiam “vencer”, se se entendessem convenientemente, porque o verdadeiro “ vencer na vida ” consiste em cada um empregar o seu tempo como lhe apraza, e não na execução de trabalhos pelos quais nenhum gosto sinta. “Como cada um tem aptidões diferentes, nenhum trabalho útil ficaria por fazer. Em tudo existe o equilíbrio; o homem é quem o perturba.”   [1] É evidente que não é natural a “desigualdade extrema” na sociedade. É obra de alguns homens e não de Deus. Mas essa “desigualdade extrema” desaparecerá  quando o egoísmo e o orgulho deixarem de predominar. Permanecerá porém a desigualdade do  merecimento  , pois que a cada um segundo seus  méritos , como proferiu Jesus.”   [2] Sobre isso, li com atenção o depoimento de Fernanda Orsomarzo, uma juíza de direito do Tribunal de Justiça do Paraná, afirmando que “ralou duro” para ser Juíza de Direito. Chegou a est...

NAS TENSÕES SOCIAIS O ESPÍRITA EXORA SEMPRE A EVOLUÇÃO, NUNCA A REVOLUÇÃO - Jorge Hessen

Jorge Hessen Brasília-DF Observemos abaixo os respeitáveis argumentos de alguns líderes residentes nas favelas do Brasil. Pronunciam tais líderes que existe hoje uma guerra urbana , porém o poder público não tem interesse em mudar esse panorama . Afirmam que a educação brasileira não melhorou para quem é pobre e favelado. Aliás, regrediu muito. No Brasil a educação não tem sido prioridade de nenhum governo. Professores são desrespeitados e seus salários aviltantes. Lembram que a pobreza ainda jaz estacionada, contudo ser pobre não é desonra. O que falta no Brasil é respeito, é a percepção de que não há bandido só nas favelas, mas também entre os mauricinhos e patricinhas e entre os insuspeitos “colarinhos brancos”. As mãos de obra pesadas estão nos bairros pobres, nas comunidades e nas favelas. O engenheiro calcula tudo, mas quem faz a base e levanta a parede é o trabalhador suburbano. Os endinheirados não compreendem que na morte todos vamos para o mesmo lugar. Lá no ...

OS “BAM BAM BANS”, INSIGNIFICANTES DE SEMPRE Jorge Hessen

Jorge Hessen Brasília/DF Pesquisa conduzida por psicólogos da Universidade da Califórnia, Davis, nos Estados Unidos e publicada no periódico Journal of Personality and Social Psychology, confirma a existência de pessoas com personalidade “desprezível” (arrogante). Os psicólogos desenvolveram um teste de personalidade envolvendo 960 voluntários que também tiveram que responder a testes relacionados à raiva, nojo, inveja, orgulho, perfeccionismo e narcisismo. Os pesquisadores acreditam que indivíduos arrogantes apresentam resquícios de narcisismo, psicopatia e maquiavelismo. Isso porque essas pessoas sempre veem os outros como piores (inferiores) e não têm problema em manipulá-los. Outros experimentos realizados pela mesma equipe sugerem ainda que as pessoas arrogantes têm mais tendência a serem racistas, além de serem péssimas influências nos relacionamentos. Os pesquisadores acreditam que esses sujeitos tendem a ter baixa autoestima e ansiedade. A arrogância pode...

A PRECE ALTERA OS DESÍGNIOS DE DEUS ? (Jorge Hessen)

Jorge Hessen Brasília/DF Recorda Kardec que a prece é recomendada por todos os Espíritos. Renunciar a ela é ignorar a bondade de Deus; é rejeitar para si mesmo a sua assistência; e para os outros, o bem que se poderia fazer. [1] O Cristo instruiu: “por isso vos digo: todas as coisas que vós pedirdes orando, crede que as haveis de ter, e que assim vos sucederão.” [2] A prece se reveste de características especiais, pois a par da medicação ordinária, elaborada pela Ciência, o magnetismo nos dá a conhecer o poder da ação fluídica e o Espiritismo nos revela outra força poderosa na mediunidade curativa e a influência da oração. O Codificador, ao emitir seus comentários na questão 662 de O Livro dos Espíritos, afirma que “o pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal. A rigor, a eletricidade é energia dinâmica; o magnetismo é energia estática; o pensamento é força eletromagnética.” [3] A imprensa tem ...

INCESTO E SEXUALIDADE DIANTE DOS MITOS E A REALIDADE (Jorge Hessen)

Jorge Hessen  Brasília/DF  Conta a mitologia grega que Jocasta foi filha de Menocenes e mulher de Laio, rei de Tebas, com quem teve um filho, Édipo. Pela previsão do oráculo, Édipo quando crescesse seria um perigo para a vida de Laio. Abandonado, Édipo foi deixado pelo pai numa floresta para morrer. Sendo salvo por um pastor, acaba por cumprir o que lhe estava destinado. Já adulto, numa viagem, mata Laio, o seu pai, e desposa Jocasta, a sua mãe, sem, no entanto, saber de quem se tratam. Quando da consulta do oráculo, por ocasião de uma peste, Jocasta e Édipo descobrem que são mãe e filho. Ela suicida-se e ele fura os próprios olhos por ter estado cego e não ter reconhecido a própria mãe. Édipo e Jocasta tiveram 4 filhos, Antígona, Ismênia, Etéocles e Polinice.  Ao ensejo, reproduzo aqui uma real e delirante história anunciada pelo jornal inglês Daily Mail e que vem provocando controvérsia na mídia internacional por tocar no assunto muito penoso: o...

ATLETAS: DEFICIÊNCIAS, PROVAS E SUPERAÇÕES

Luiz Carlos Formiga No Brasil o “Direito ao esquecimento”, é tratado como o direito à privacidade, intimidade e honra assegurada pela Constituição Federal de 1988 em seu art. 5º inciso X e pelo código civil de 2002, por meio de seu art. 21. Poucos o conhecem, sendo novo nos tribunais. O direito fundamental de ser esquecido vai além da possibilidade de esquecer o que se passou e desemboca na proteção da dignidade humana. Ele visa não permitir que a privacidade da pessoa seja invadida. Isto porque fatos ocorridos no passado podem ser expostos na mídia social, contrariando a vontade daquele que gostaria de vê-lo esquecido, por toda a sociedade. Hoje vou me socorrer com o “direito ao não esquecimento” daqueles fatos que podem ser úteis em estudos e ainda como “modelos de superação”. Entre nós, não podemos esquecer o ano de 1960, pois foi no dia  18 de novembro deste ano, que Éder Jofre venceu Eloy Sanchez por nocaute no sexto "round", no Olympic Auditorium, em Lo...

BULLYING UMA PESTE PSICOSSOCIAL Jorge Hessen

Jorge Hessen Brasília-DF O Colégio Holy Angels Catholic Academy, em Nova York, Estados Unidos não tomou nenhuma providência contra o bullying [1] que Daniel Fitzpatrick, um aluno de 13 anos, estava sofrendo. Resultado! Daniel acabou se suicidando. Deixou uma carta de despedida e dentre outros bramidos de dor moral escreveu: "Eu desisto"! Disse ainda que os seus colegas da escola o atormentavam há muito tempo e a direção do colégio não fazia nada a respeito, mesmo após ele e os seus pais terem feito uma reclamação formal. A resposta do Holy Angels teria sido "Calma tudo vai ficar bem. É só uma fase, vai passar".[2] O pai de Daniel Fitzpatrick resolveu não esconder a tragédia pessoal do seu filho, inclusive a carta de suicídio e a sua foto, justamente para que casos assim não voltem a acontecer. Disse o pai que nenhuma criança deveria passar pelo que o seu filho passou. A mãe de Daniel revelou que as crianças o xingavam de diversos nomes dentro da sala de...