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As três forças do Espiritismo

Domingos Cocco Sustenta-se a Doutrina Espírita em seu maior patrimônio, sua Filosofia. Ela “é, sem duvida, imperecível, porque repousa nas leis da Natureza e porque, melhor do que qualquer outra, corresponde às legítimas aspirações dos homens”, (1) atende a fé raciocinada, e impõe-se durante décadas à sociedade mundial, qual afirma Allan Kardec: fé inabalável só é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade” (2) Contudo, conta ainda o Espiritismo com mais duas forças, as Inteligências Espirituais, os Espíritos que propagam os princípios da terceira revelação com a participação de médiuns e, os Espíritas, voluntários participantes da seara.  Não acolhendo assalariados em suas fileiras, utiliza-se de seus adeptos nos trabalhos de sua organização atuando como; presidentes, secretários, tesoureiros, e na sua divulgação como; escritores, expositores, evangelizadores, médiuns, etc. No entanto, incorrem na observação contida nos Evangelhos de Jesus...

JESUS E AS MÁSCARAS

Margarida Azevedo Sintra/Portugal              A máscara é um dos pilares mais incisivos da cultura. É uma amostra de algo a que chamamos identidade, cujo mecanismo assenta em dois pilares, a saber, o gesto e  a palavra. Estes necesssitam de uma componente bem estruturada, o corpo, o qual é responsável pelos  elementos mecãnicos sem os quais ela não seria possível, como por exemplo, a voz, os braços, … Para além deste aspecto, que é biológio, há outros, plásticos, com aspectos e funções bem definidos. Estes, mais que alterar o aspecto do rosto e do corpo,  constroem um vasto e complexo processo de transformação, resultante da estranha necessidade de mostrar outra figura, figura essa que conduz a um desapossar-se de si,  impondo-se com uma linguagem própria e portadora de uma mensagem. Ela  abrange todos os aspectos da vida: políticos, sociológicos, as crenças e a fé… ...

MORTE, UM TEMA QUE AINDA GOLPEIA ANSEIOS E AFLIGE SENTIMENTOS (Jorge Hessen)

Jorge Hessen LIVROS E E-BOOKS GRATUITOS O homem contemporâneo, que investiga desde o micro ao macrocosmo, cambaleia ante os vestíbulos da sepultura com a mesma amargura dos egípcios, dos gregos e dos romanos de épocas recuadas. Os milênios que arrasaram civilizações e refundiram povos não transformaram a emblemática expressão do túmulo. Infinito ponto de interrogação, a morte continua ferindo sentimentos e torturando inteligências. O homem tem sentido perturbação e temor perante a expectativa da desencarnação. E esse receio tem sido alimentado por uma mistura de falsos conceitos religiosos, senso comum e crenças pessoais arraigadas. O problema do medo da morte é que ele pode impedir que se tenha encanto na vida e minar a confiança de que a vida tenha maior significado. As religiões textualistas são especialmente responsáveis por  gerar uma série de fobias e mitos a respeito da inevitável viagem ao túmulo. A má formação religiosa tem deixado muitas pessoas confusas a respe...

MOLÉSTIA MENTAL EXPLICADA SOB O PONTO DE VISTA ESPÍRITA (Jorge Hessen)

Jorge Hessen LIVROS E E-BOOKS GRATUITOS A jovem britânica Sara Green tinha um amplo histórico de problemas de saúde mental desde os 11 anos de idade. Ela gostava de escrever em seu diário, relatando as dificuldades que enfrentava no dia a dia. Aos 17 anos de idade, foi internada numa clínica psiquiátrica na Inglaterra para tratamento, mas acabou suicidando-se por automutilação, numa das unidades de tratamento especial. Antes de ser internada, Sara foi vítima de bullying no colégio. Em face disso, se autoflagelava para tentar aliviar sua consternação. Cria que os colegas não a aceitavam na escola, que a odiavam pelo que era, mas expunha que não se gostava também. Green não conseguia entender como se deixou ser afetada nesse nível de anulação da autoestima. Enquanto esteve internada, as automutilações se agravaram. O caso de Sara não é único. Serviços de saúde mental, seja no Reino Unido ou em outros países, têm demonstrado falhas ao lidar com crianças e adolescentes p...

QUANDO

Roberto Cury robcury@hotmail.com                Meu pai partiu 14 anos antes de minha mãe de volta à Pátria do Espírito. Ambos tinham 75 anos, quando cada um partiu mas, o amor continuou após a desencarnação do sêo David. Eles se amaram quando vivos e minha mãe morria de saudades do meu pai. Dona Maria Gibran, minha mãe, morava só num apartamento do Bairro Santo Amaro na capital paulista. Na véspera da sua partida, minha mãe mais uma vez sonhara com meu pai. Foi assim que ela narrou o sonho para minha irmã Maria Catarina agora desencarnada: “Estava deitada na minha cama quando senti um perfume de rosas e abrindo os olhos me deparei com imensas braçadas de rosas vermelhas espalhadas pelo quarto. Levantei-me e no corredor muitas rosas vermelhas, não olhei no quarto de hóspedes mas tive a certeza de que também ali vicejavam muitas rosas vermelhas. Na sala então deparei-me com tantas rosas vermelhas e o seu pai no meio delas, sorrindo. ...

O Centro Espirita

Diferente das demais doutrinas o Espiritismo desmaterializa. Toda a sua filosofia se volta para um sentimento acima do que a matéria nos impõe.  Tudo, portanto, o que se realizar no Centro Espírita deverá ser no sentido de colocar a alma sob o poder de um sentimento que a espiritualize. Quaisquer atividades ali exercidas, voltadas para uma conceituação humana, além de desconcentrar dos seus propósitos evangélicos, dificulta a atuação dos Espíritos, pela formação fluídica contrária às atividades espirituais, mesmo um pensamento inconsciente terra a terra. Se realizarmos no Centro Espírita atividades como: teatro, comércio, mesmo a benefício de terceiros, os meios não justificam os fins, estaremos modelando, ali, fluídos a repercutirem na atmosfera e viciando-a daquilo que não cabe em um ambiente espiritualizado, desarmonizando-o. Diz Allan Kardec: “Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção; doutras, são produto de um pensamento inconsciente. Basta q...

DESIGUALDADE SOCIAL E REENCARNAÇÃO Jorge Hessen

Jorge Hessen LIVROS E E-BOOKS GRATUITOS Auroville é uma pequena cidade localizada na Índia. Foi fundada em 1968 pelo casal Sri Aurobindo e Mirra Alfassa. Ali, todos os moradores recebem um salário mínimo e podem trabalhar com o que se adaptem. É uma urbe que não tem políticos ou classes sociais. Não há religião oficial e o dinheiro é de somenos importância. Atualmente, cerca de duas mil pessoas moram na cidade, que tem capacidade de acolher até 50 mil habitantes. É uma cidade autossustentável, tem campos cultiváveis, pequenas fábricas, restaurantes, padarias, hospitais, escolas e cinemas, além de um pequeno jornal local, tudo alimentado por energia solar. Não existem prefeito, governador ou secretários. Sempre que surge um problema, uma assembleia é convocada e os cidadãos da comunidade elegem um conselho para solucioná-lo. Os habitantes de Auroville são livres para exercer seus rituais e acreditar no que quiserem, desde que não incomodem ou tentem pregar suas cre...