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ENTRE A FÉ E A FANTASIA

Margarida Azevedo Frequentou Universidade Nova de Lisboa Mora em Sintra/Portugal Se partirmos do princípio de que provar a não existência de Deus é bem mais difícil do que o contrário, verificamos que a fé em Deus não faz qualquer sentido. Por natureza, somos levados a uma anterioridade, isto é, a questão de “Quem foi que fez”, ou “Alguém fez antes de nós” confronta-nos com a situação de que se o mundo existe é porque algo/alguém o construíu. É facto que podemos falar do princípio do mundo das mais diversas maneiras, mas somos remetidos, inevitavelmente, para a questão de que algo/alguém preside à sua feitura. Isto significa que somos herdeiros de algo organizado, do qual fazemos parte, que nos programa para um sentido que nos é imposto. Esta constituição não é consciente, pré-consciente ou inconsciente, tal como ser bípede, ter uma temperatura de 37º ou defender a vida; ela faz parte integrante de nós, é a nossa própria natureza, o mecanismo das nossas acções. Dito de...

ISOLAMENTO SAUDÁVEL (Joge Hessen)

Jorge Hessen LIVROS E E-BOOKS GRATUITOS Define o dicionarista a “solidão” como um estado de quem se sente ou está só. Para os psicólogos a solidão é uma “moléstia astuciosa” que nenhum instrumento médico consegue identificar, o que resulta , quase sempre , em determinados reflexos comportamentais , a saber: isolamento, inabalável esmorecimento, irreprimível indisposição, tristeza sem causa, baixa autoestima.  O psicólogo John Cachopo, após 6 anos de estudos com 2 mil pessoas, afirma que os solitários correm mais risco de falecer do que os outros. É que a solidão eleva a pressão arterial e, logo, aumenta também os riscos de infartos e derrames. Além disso, o isolamento enfraquece o sistema imunológico e piora a qualidade do sono.  Não ignoramos que hoje em dia muitas pessoas moram sozinhas e levam uma vida relativamente serena. Não se pode dizer que são pessoas “doentes” se as mesmas se sintam bem nessa circunstância. Até porque, a sensação de isolamento pode e...

O cérebro e o véu

Jane Maiolo(*) Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.[ 1 ] O nobre codificador da Doutrina , Allan Kardec,  lançava no ano 1857,  a primeira edição de O Livro dos Espíritos, contendo em sua primeira edição  apenas com 501 questões. Uma das obras mais fantástica de Filosofia Espiritualista, o Livro dos Espíritos enfatiza a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade,  segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, colaboradores e pesquisadores. Ante o convite à renovação dos valores imortais do espírito nos deparamos face a face com uma obra que traz na sua intimidade um clarão luminoso indicando roteiros e diretrizes seguras para espiritualização do Ser. A inteligência humana conquistou novos espaços que nos leva ao despertar da nossa Consciência Cósmica. A cultura avança incólume fren...

“BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO”: UMA ANÁLISE CRÍTICA (PARTE IV (PARTE FINAL) – Caps. 24 a 30 + ANÁLISE FINAL + CONCLUSÃO + REFERÊNCIAS)

LEONARDO MARMO MOREIRA Continuação da PARTE III.... Capítulo 24 – A regência e o segundo reinado                  Como já havíamos adiantado no final do capítulo 23, o início do capítulo 24 apresenta um problema de ordem cronológica. Afinal, havíamos terminado o capítulo 23 com Bezerra de Menezes sendo convocado para assumir seu apostolado à frente do Movimento Espírita no final do século XIX e temos agora um recuo a data “7 de abril de 1831”, quando Dom Pedro I “abandonou o país”.                  O capítulo 24 contempla uma exaltação do período da regência, que consiste em discussão questionável do ponto de vista histórico e espiritual, com argumentos inexistentes ou insuficientes do ponto de vista doutrinário. Vejamos: p.170  “A Regência ficava assinalada no tempo, como uma das mais belas escol...